Pandemic Legacy – 1ª Temporada – Fevereiro

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Fala galera, blz? Hoje temos o mês de Fevereiro no relato das nossas sessões de Pandemic Legacy. Muitas surpresas aguardam a nossa equipe. Até o próximo mês!

Mês curto, trabalho dobrado

COdA-403b. Esse foi o codinome dado para um dos vírus. Sem razão aparente, e mais rápido do que nossas pesquisas puderam prever, ele sofreu uma mutação, tornando-se extremamente resistente e muito difícil de ser tratado. Para piorar a nossa situação, descobrimos que o vírus, o qual achávamos que tínhamos erradicado, na verdade surgiu em outros lugares, deixando todos da equipe com o moral abalado.

Apesar de estarmos pessimistas quanto ao futuro, não podíamos desistir, e o fantasma do porvir pairava sobre nossas reuniões, principalmente quando tínhamos que admitir que nossos esforços estavam sendo em vão. A solução encontrada pelo Centro de Controle foi colocar em quarentena as cidades mais afetadas. Como médico considerei a solução viável, no entanto, nossos recursos foram cortados sem motivo aparente. Fui enviado para Nova York com a missão de cuidar do local onde estavam os pacientes em quarentena. Não demorou muito para que os cidadãos exigissem respostas e a onda de protestos começaram.

A mídia tentava acalmar os ânimos, mas nada era visto com bons olhos. Nossas explicações, por mais sinceras que fossem, não conseguiam satisfazer a população. Enquanto isso, a epidemia se espalhava pelas cidades vizinhas como Washington e Montreal. Apesar de morar em Atlanta há um bom tempo, não imaginei que ficaria tão desolado ao ver minha cidade natal sendo consumida por algo que não conseguíamos combater. Ver a Times Square com meia dúzia de gatos pingados, em uma plena terça-feira à tarde, era outra imagem que eu imaginava que nunca veria. Muito obrigado, COdA-403b.

O restante da equipe estava espalhado pela América do Sul e Ásia. Com o apoio do governo de Hong Kong construímos um Centro de Controle na região, acelerando a cura de dois vírus. Contando com os aviões exclusivos dos Centros de Controle, conseguimos reunir dados suficientes para encontrar a cura restante e erradicar o vírus restante. Torcíamos para que nenhuma delas sofresse nenhuma mutação, mas não estávamos esperançosos.

Fomos reunidos no Centro de Controle de Atlanta, pois o diretor gostaria de fazer alguns anúncios e exigiu fazê-los pessoalmente à equipe. Ao chegar no centro vi alguns veículos militares deixando o complexo, e já fui esperando pelo pior. Lá dentro, não havia sinal de militares, a não ser os costumeiros soldados fazendo a segurança, e eu não tive a coragem de questionar o diretor a respeito do que eu havia visto.

Apesar de estarmos trabalhando juntos há pouco tempo comecei a perceber certos atritos na equipe. Percebi que o especialista em logística nutria uma certa rivalidade comigo, pois ele era o primeiro a discordar das minhas opiniões sobre qualquer assunto, às vezes, gratuitamente. No entanto, ele apoiava tudo que o diretor sugeria, mesmo que isso fosse a minha ideia, apenas colocada com outras palavras.

Ao mesmo tempo que surgia esse atrito, percebia um bom entrosamento com a clínica geral. Talvez pelo fato da Medicina nos unir, mas o mais importante é que, após uma longa conversa, descobri que ela era minha prima de segundo grau, de uma parte da família que vivia do outro lado do país e que mal eu havia convivido durante a minha infância. Fiquei contente em descobrir nosso parentesco, isso trazia um pouco de alento num mundo que a cada dia parecia fadado a acabar a qualquer momento.

Deixando essas questões pessoais de lado, fomos informados que uma cientista iria fazer parte de nossa equipe. Formada com louvor em uma das melhores escolas de medicina do país, a garota tinha se destacado no campo da infectologia, tendo sido recrutado por duas agências do governo para resolver casos que equipes médicas inteiras não tinham sido capazes de solucionar. Juro que senti uma ponta de inveja, mas fiquei um pouco aliviado por tê-la na equipe. A outra pessoa a se juntar a nós era uma especialista em quarentena, acostumada com o trabalho de campo e com experiências em lugares assolados por epidemias. Ambas trouxeram aquele otimismo de primeiro dia de trabalho, e assim que a reunião acabou já estávamos com planos bem melhores para a contenção do COdA-403b e das outras ameaças.

Fevereiro havia acabado, e apesar de ter menos dias, o trabalho tinha sido muito mais intenso do que no mês anterior. Nos despedimos no saguão e partimos para a próxima missão, mas aqueles veículos militares não saiam da minha cabeça. Será que a situação em alguns lugares estava tão catastrófica que seria necessário uma intervenção do exército? Ou seria uma manobra do diretor para conseguir mais fundos para a nossa pesquisa? Acalmei a minha mente pensando nos nossos sucessos, e torci para que tudo isso acabasse nos próximos meses, sem ter que pensar numa intervenção militar.

Escrito por: Renbardela

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